Salários em atraso e futuro incerto preocupam na StampDyeing: administração vai reunir com representantes dos trabalhadores e do Sindicato

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A administração da têxtil StampDyeing, Tinturaria, Estamparia e Acabamentos vai reunir amanhã com representantes dos trabalhadores e do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes.

A decisão surgiu depois da concentração realizada esta manhã em frente à empresa, situada nas instalações da antiga Marpei, na vila de Ponte.

Os cerca de 100 funcionários não receberam o salário do mês de julho, nem o subsídio de férias.

Os trabalhadores iniciaram ontem o período de férias, mas estão apreensivos quanto futuro da empresa. É que desde o dia 24 de junho até à passada quinta-feira cumpriam o horário de trabalho sem terem quaisquer actividades atribuídas, após ter sido cortado o fornecimento de gás.

Em declarações ao Grupo Santiago, o coordenador do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes realçou que "os trabalhadores estão cheios de razão" porque "há incumprimentos por parte da empresa". "Quer o salário de julho, quer o subsídio de férias já deveriam estar pagos", frisou Francisco Vieira, ao realçar que a estrutura sindical tem acompanhado a situação, com sucessivas tentativas de contacto efectuadas para os representantes da empresa. 

"Apesar da minha insistência só esta manhã foi possível obter esse compromisso para reunirmos porque queremos saber se há ou não soluções para a StampDyeing, soluções urgentes. O administrador diz que está a trabalhar nas soluções e amanhã vamos reunir", assinalou o responsável, ao realçar a necessidade de encontrar "soluções sejam elas quais forem, ou para a continuidade, ou para o encerramento definitivo desta empresa".

Perante o futuro incerto, o coordenador do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes lembrou que a empresa está "sem laboração devido à interrupção do fornecimento de gás, com os trabalhadores nos seus lugares de trabalho desocupados, o que é uma violência cumprir oito horas sem exercer funções, sem produção". "Não se pode continuar neste estado", sustentou, ao confirmar que um fornecedor requereu a insolvência da empresa no passado dia 1 de agosto.

 

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